Cambana é um arranjo de ações artísticas discutidas colaboratorialmente e criadas através de um processo de contação e mostração de imagens, estáticas e em movimento, oriundas de pesquisa de campo junto a grupos ciganos/Calóns, da região do Recôncavo Baiano. Integra a pesquisa de doutorado da arranjadora, junto ao Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia, sob orientação da Profa. Sônia Rangel, e apresentou-se sob o formato de intervenções artísticas ocorridas simultaneamente nas feiras livres das cidades nas quais a pesquisa de campo margeou-se, tendo sido realizadas por um grupo misto de criadores, auto-denominado de “bando”: fotógrafo, atriz, cenógrafo, bailarino, escritora, arquitetos, performers.
As apresentações ocorreram entre 2 e 11 de março de 2012, conforme calendário disponibilizado no menu “Locais das apresentações” e os registros visuais estão sendo, aos poucos, disponibilizados aqui neste blog.
O processo de criação, preparatório das ações, teve início em janeiro de 2012 e se estabeleceu a partir de encontros formais – conversas sobre a experiência de convívio com os calóns – e informais – por meio da convivência diária do “bando”. Com a equipe argentina, convidada emérita para co-produzir o projeto, as relações se estabeleceram, previamente à vinda dos mesmos, pelos meios digitais conhecidos.
Outrossim e de forma mais perene, a pesquisa de campo iniciou-se em outubro de 2010 e é conduzida por Maicyra Leão e Márcio Lima, que desde então vêm coletando e reverberando vestígios desse convívio.
Por fim, o título, Cambana, é uma homenagem ao “português da língua cigana”, e indica: cabana, barraca, rancho; tenda na qual calóns acampados habitam, sem divisórias ou portas.
Conheça um pouco mais sobre o projeto nas postagens abaixo e sejam bem vindos, juróns e jurins !